ESPELEOTURISMO ETNO-HISTÓRICO

AROE EIARI

Em um mesmo complexo de cavernas, visitantes podem desfrutar de belos e misteriosos lugares agregados aos conhecimentos histórico cultural, científicos, paisagens, ecossistemas e o bioma o qual está inserido. A história de um povo nativo e vestígios de um passado distante torna o complexo das cavernas Aroe Eiari um local especial, possibilitando lazer, contemplação e conhecimento.

 O espeleoturismo em Mato Grosso se destaca no Brasil por possuir em seu território, diversos povos e grupos com manifestações culturais na utilização das cavernas. As cavidades naturais, são importantes ambientes que apresentam ecossistemas diferenciados do ambiente externo, apresentando formas de vidas específicas, além de um imenso valor cultural, utilizado no passado e no presente em diversas culturas. A região onde localiza-se a caverna Aroe Eirai foi habitado há mais de um século pelos povos nativos conhecidos como Bororos, porém se auto denominam BOE. A caverna Aroe Eiari conhecida durante muito tempo por Aroe Jari, segundo afirmações impíricas significa “Morada das Almas” idioma Macro Jê, falado por esse povo. A falta de dados oficiais na literatura leva a necessidade de realizar pesquisas e levantar essa importante história sobre esse local e as cavernas presentes na região. Pensando em desvendar e conhecer mais sobre a relação das cavernas com o povo BOE uma pesquisa está sendo realizada por pesquisadores espeleólogos afim de, conhecer, registrar e tornar as informações acessíveis através do turismo, fomentando o desenvolvimento do olhar e consciência dos visitantes sobre a importância da preservação cultural.

  Caverna da Lagoa Azul, Kiogo Brado e Pobo Jari

Vestígios de vidas de um passado distante

 As cavernas são grandes laboratórios, onde nos possibilitam acessar marcas do passado, além de vidas peculiares que em alguns casos são únicas no mundo. As cavernas Lago Azul, Pobo Jari e Kiogo Brado além de estarem localizados em um antigo território etno-cultural sagrado também apresentam em seu interior nítidos vestígios de vida marinha que antes estiveram presentes no mar que cobria a região. Durante Milhões de anos, os movimentos das águas que formaram as cavernas ficaram nitidamente registrados em suas paredes, sendo hoje atrativos de observação, estudos e contemplação.

Em cada zona de iluminação no interior das cavernas, foram se formando diferentes ecossistemas, importantes ambientes que com o tempo foram definindo diferentes formas de vida que hoje habitam o interior de cada caverna.

 Por isso a agência Ciência e Cultura Turismo convida a todos a viver essa experiência no complexo das cavernas Aroe Eiari e conhecer mais dessa incrível história, mesmo aqueles que já a visitaram é recomendável seu retorno e se surpreenderem-se com as evidências e histórias etno culturais de um povo com a caverna e seu entorno levantados pelas pesquisas em 2018. Como a informação é uma importante ferramenta de qualidade de nosso trabalho as informações serão transmitidas por um profissional guia de turismo espeleólogo, atuante na pesquisa sobre a “Relação dos indígenas Boe com a caverna Aroe Eiari”, além do conhecimentos científicos, baseados em estudos.

COMPLEXO DE CAVERNAS

ROTEIRO

 Nosso destino neste passeio é a Fazenda Água Fria, Localizada a 40km da cidade de Chapada dos Guimarães. Após estacionarmos os veículos seguiremos ao receptivo da fazenda onde daremos início a nossa aventura colocando os equipamentos de segurança necessários. 

 Iniciamos a caminhada por uma trilha pelo o cerrado e após alguns minutos chegamos à nossa primeira parada contemplativa, a Ponte de Pedra, uma estrutura esculpida pelo tempo, onde avistamos uma linda paisagem que demonstram características de uma região propensa ao surgimento de cavernas. Após curta parada para fotos damos seguimento à caminhada. 

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Logo observamos a transição entre o cerrado e a mata de galeria, após percorrermos algumas fisionomias do cerrado encontramos a entrada principal da Caverna Aroe Eiari (Jari).   Entraremos até o Salão do Chuveiro, chamado assim por possuir uma pequena queda de água que se forma a partir de fraturas no teto da caverna, logo nossa visão se adapta com a baixa luz e com auxílio de lanternas podemos observar os detalhes impressionantes que caracterizam o atrativo, marcas geológicas, morcegos etc...      

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 Continuando na parte externa da caverna seguimos por uma trilha sentido a segunda entrada conhecida como Boca do Buritizal onde desfrutamos um tempo de contemplação antes de prosseguirmos com a caminhada.  Dando continuidade passaremos pela intrigante Pedra de três pontas onde pode-se parar para algumas fotos, seguindo em pouco tempo de caminhada chegamos a Gruta da Lagoa Azul, um dos pontos mais esperados da visita ao complexo. Apenas contemplativa, a lagoa com seu nítido azul, proporciona um momento único, incríveis registros e informações são transmitidas pelo guia de turismo, proporcionando inesquecíveis lembranças.

 Seguimos por uma mata de galeria onde nos leva à terceira caverna Kiogo Brado (Ninho da Ave) na língua do povo que habitava a região, tronco linguístico macro Jê. Em forma de corredor de aproximadamente 200m a caverna possui marcas da espeleogênese, (início da formação da caverna,) nascentes, vestígios paleontológicos (ciência que estuda vida extinta), além da presença e marcas de diversos tipos de vida, como: insetos, morcegos, répteis, pequenos mamíferos utilizando seu interior para manutenção do ciclo de suas vidas.  Em mais aproximadamente 15 minutos de trilha, chegaremos na Caverna Pobo-Jari (lugar  que mina água) traduzido pela mesma língua do povo nativo, com mais de 600 metros topografados. Sua maior atração são os nítidos vestígios de um tipo de invertebrado conhecido como: Arthrophycus sp. que esteve presentes há milhões de anos em ambientes de mar raso e seus extensos corredores. Após a quarta caverna retornamos na trilha à pé ou de transporte disponibilizado pela fazenda, ao chegar no restaurante desfrutaremos de uma deliciosa culinária regional e em seguida seguiremos a uma cachoeira próxima, cachoeira Almescla.

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